Prosas vadias

A Bem da Nação

A maior campanha de intoxicação desde 1928.


 


"Não há Estado forte onde o Poder Executivo o não é, e o enfraquecimento deste é a característica geral dos regimes políticos dominados pelo liberalismo individualista ou socialista, pelo espírito partidário e pelos excessos e desordens do parlamentarismo.

O princípio salutar da divisão, harmonia e independência dos poderes está praticamente desvirtuado pelos costumes parlamentares e até por normas insertas nas constituições relativas à eleição presidencial e à nomeação e demissão dos ministros. Essas normas vêm sujeitando, de facto, o Poder Executivo ao Legislativo, exercido por maiorias variáveis e ocasionais, e à mercê também de votações de centros políticos estranhos aos Poderes Públicos. É uma necessidade fundamental restituir esse princípio a alguma coisa de real e de efectivo, e, bem observados os acontecimentos políticos da Europa nos últimos anos, pode afirmar-se que, tendo-se tornado inevitáveis pelas desordens daquelas engrenagens, tudo aí gira à volta da preocupação dominante de achar o sistema que dê ao Poder Executivo independência, estabilidade, prestígio e força."

 

Salazar, Discurso de 30 de Julho de 1930.

 

Caro Junqueiro, em 1928, não havia o cargo de Primeiro Ministro, mas o de Presidente do Conselho. Compreendo contudo a imprecisão de Vª Exmª,  dado que exercia a oratória num comício do partido. Assim sendo nada mais a esperar.Troco as suas referências ao discurso de 1928, por esta, onde as linhas mestras são as mesmas que o seu partido preconiza. Era só.

 

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