"Há certo esquerdismo farisaico à volta dos lucros da banca. Confesso que, embora a minha formação seja de esquerda, o que me preocupa e assusta verdadeiramente é a que a banca não tenha lucros", afirmou Carlos César.
Falando em farisaísmo esquerdóide o problema meu caro senhor não está nos lucros obtidos, está nas fórmulas utilizadas para alcançar esses lucros. E desculpe-me que lhe pergunte mas os denominados paraisos fiscais foi invenção de algum dos Césares Augustos que o antecederam na vetusta civilização romana em que parece viver? Já agora podia explicar para que servem? Para um individuo que se diz de formação de esquerda, farisaica acrescento eu, o lucro é aquilo que eu não consigo roubar ao banco, mas que o banco, com a complacência de um Estado, me consegue roubar a mim, porque o domina. Entendidos. Assim mais uma vez a César o que é de César, ou seja mais um em bicos de pés para ver se alguém lhe dá algum pela sua existência. Registo de mais uma esquerda a modos que a fugir para a palermodiálise. A mim o que me assusta é que me venham falar de esquerda, com uma pala no olho esquerdo. Vicíos.