Prosas vadias

A chegada do Outono

Um dia Carlos de Oliveira escreveu assim:


 


"Para ti , meu amor, é cada sonho


de todas as palavras que escrever,


cada imagem de luz e de futuro,


cada dia dos dias que viver.


Os abismos das coisas quem os nega,


se em nós abertos inda persistem?


Quantas vezes os versos que te dou


na água dos teus olhos é que existem!


Quantas vezes chorando te alcancei


e em lágrimas de sombra nos perdemos!


As mesmas que contigo regressei


ao ritmo da vida que escolhemos!


Mais humana da terra dos caminhos


e mais certa, dos erros cometidos,


foste de novo, e sempre, a mão da esperança


nos meus versos errantes e perdidos.


Transpondo os versos vieste à minha vida


e um rio abriu-se onde era areia e dor.


Porque chegas-te à hora prometida


aqui te deixo tudo, meu amor|"


 


A vida deste blogue irá partir com as andorinhas. Como se fosse um ponto final.


Chegou a hora de partir. Partimos com as andorinhas. Embora já nem as andorinhas tenham pressa de partir.



Andorinha onde estavas tú?

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