Como se bastasse olhar para a história, para justificar o que se pensa sobre o Iberismo. Depende da história de que se quer falar, ou pôr a falar, esta é outra, a da operação que colocou lado a lado Henrique Galvão, Camilo Mórtágua, o espanhol José Férnandez, o político galego, exilado na Venezuela, Xosé Velo Mosquera, entre muitos outros membros do Directório Revolucionário Ibérico de Libertação. O acontecimento compagina um dos acontecimentos (22 de Janeiro de 1961) que então abalou fortemente o regime em Portugal. O documentário, cujo o cartaz incluímos, nunca chegou a ser editado em Portugal. Embora tenha sido mostrado em muitos locais. É que, embora, não sendo uma produção nacional, permite entender a existência de muitos tipos de Iberismo. Este fez parte de um episódio em que os dois lados se uniram para denunciar as ditaduras fascistas que perduravam após a II Grande Guerra.
A questão Ibérica não se resume à Restauração ou ao domínio filipino, nela surgem outras nuances hstóricas, que por conveniência dos factos, não nos convém postergar.
