Entretanto designada pelas cabeças pensadoras dos publicitários como uma "operação especial". Intitulação que serve para esta outra servindo a primeira recolha para ajudar a pagar a segunda.
O problema das mortes na estrada está a montante da questão. Nos senhores engenheiros da ex-D.G.V e na fórmula utilizada para se fornecer a permissão de condutor a muito português, onde a maioria pagou e não bufou, dai este registo que soa a silêncio, comprometido, sobre o referido assunto. A nossa "guerra civil" privada e portuguesa não se combate a passar multas a cidadãos que circulam a Oitenta numa estrada que ostenta uma placa de sinalização de Cinquenta, fazendo dele um criminoso primário. Placas essas que por vezes nem se situam numa povoação, ficam entre placas de povoação..ora como as fronteiras entre povoações são contíguas, transformaram a berma da estrada numa floresta de placas, ou será a floresta que ia na berma da estrada. Bem estou confuso...com as placas e com as campanhas. A morte na estrada pode e deve ser um assunto sério a ponderar. Mas por falar nisso... lembrei-me agora... que em Coimbra... em tempos que já lá vão... já foi no século passado... para pagar a passagem de carta ao senhor engenheiro fulano de tal ia-se à Munique (Rua do Brasil, nº não sei quantos) mandar pôr na conta de fulano de tal... uns quantos quilos de camarão de Moçambique, como oferta pela sua magnanimidade cartal. Também me disseram para lá ir...só que não fui... quer dizer fui...sentei-me e comi eu os camarões que deviam ser para pôr na conta do senhor eng. fulano de tal. É que havia conseguido tirar a carta de condução sem pedir favores nem cunhas a ninguém... deduzi que merecia comer uns camarões para festejar! E já agora agradecer ao meu instrutor as manobras de contorno de passeios em marcha atrás que me obrigou a fazer vezes sem conta nas pequenas ruas do Bairro Norton de Matos e as subidas em marcha atrás numa rua ali para os lados do Quartel de Santana que nunca mais acabava e que me fizeram soar estopinhas. Mas valeu. E suprema ignomínia chumbei no primeiro exame de código, assim dessa forma perdi logo o mau costume de dizer que tinha o código na ponta da língua.
