Edouard Boubat (Nazaré, 1956)
Adiro ao tempo calmoso, comatoso. Aguardo dias mais aprazíveis. Na sombra resguardo o pouco que me resta da vontade de fazer seja o que for. Adio. Deixo-me estar, envolvo estes dias quentes como o fazem os estáticos moinhos de vento da Serra da Portela de Oliveira, cuja a azáfama, das velas, apenas retorna quando a brisa do litoral resolve mostrar a sua graça. Até lá observemos o mundo, da nossa morada. Calemos as suas contradições apenas por um punhado de segundos.
Edouard Boubat, refresca o dia.