Prosas vadias

Carta a Garcia


Respigando da imensa confluência das postas, que mais não representam que minúscula parte da virulência, na sua formula patogénica, dos dias que cavalgamos, alguém me disse que estava escrito assim:

"Mais mandamos dizer ao caval(h)eiro Freitas que Woody e Allen não estão ligadas por quaisquer laços de consanguinidade – nem manas, nem primas – apenas o amplo vesúvio da amizade as une e unirá até que nem a morte as separe".

Muito me dizem as excelsas, que de parentesco não inquiria eu, nem de tal fazia intenções. Mas agradeço a alcandora que forneceis, embora inútil. Ainda me enxergo. Soletrava eu panegíricos, que de possível e ofensiva consanguinidade não possuíam a mais leve lembrança. Concedida como foi a graça da bestialidade ao dito, elevado a cavaleiro sem mais, informo que não possuo bestialidade, nem besta. Igualmente a cavalheiro não ouso ascender, por não possuir habilitação para tal, pois de indústria não entendo e não vivo de e para expedientes. Nem me interessa. Estais assim alforriadas da separação "post mortem" que a intenção era a de vos considerar a "pari passu", sem mais. É que nem siamesas vos pensamos. Seria dar-me trabalhos que dispenso. Tenho outros saborosos cataclismos que me preenchem os dias. Ler o vosso texto foi hoje, e só hoje, um deles. Os jogos de sociedade são o que são, neles as palavras não são meramente conteúdo. Cada uma delas vale o que vale. Não se macem literalmente, aqui, no sentido figurativo.
A carta que de, forma gentil, vos envio está algures por aqui.

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