Não costumo responder a comentários anónimos. Hoje surgiram alguns assinados como Diogo. Como tenho um filho cujo nome é DIOGO, e não sabendo a quem respondo na realidade, apenas desejaria dizer-te caso sejas TU essa pessoa, considero-te enquanto pessoa e não enquanto anónimo que vi que por aqui tinhas passado e deixado alguns comentários. Dado que muitas vezes te referi que tinha, na internet, um espaço a que dão o nome de blogue. Pedi que nas tuas deambulações pela net tivesses curiosidade de para ele reparares com olhos de ler e de descobrir. Não tinha carácter obrigatório essa do descobrir. Respondo-te hoje que um blogue é uma janela. Uma janela perigosa, mas também uma janela em que podemos dizer sempre, sem medo, o que pensamos sobre determinados assuntos. Não me serve de escape para desvarios pessoais a não ser os muitos que a vida me coloca no dia a dia. Nunca quis personalizar este espaço a não ser em nome próprio. Abro, aqui, esta única excepção, que por ser única e dado que publiquei todos os teus comentários, que atento li para te escrever isto. Como bem sabes o dia-a-dia é hoje partilhado com outra e especial pessoa em uma outra casa. É nela que vivo, é ai a "minha" casa, é ai que tenho as "minhas" coisas e ai que partilho o que sou e o que não escondo de ser. Na realidade não posso dizer que nada fosse ou seja meu com o sentido de posse. Partilhámos ambos um espaço, enquanto nele vivi contigo. Acredita que vivi. E vivo, embora em espaços separados, mas tal nunca implicou distância, nos dias de hoje. A distância é criação humana. Enquanto fores humano serei, para ti, pai. Se assim o quiseres. Pai não é prisão, pai é liberdade. A liberdade que queremos para nós deve ser igual para os outros com quem vivemos. Se não sei que sabes patinar ensina-me ainda estou a tempo de aprender. Senão empurra-me, que por não saber, a queda será o resultado. Sem problema e sem problemas. Não escolhas a carapaça como forma de relacionamento. Somos sempre fortes e duros até um dia. Ainda bem que aprendes-te sozinho. Aprendi muita coisa sozinho. Muita não, tudo. E não descures os acentos da nossa língua-mãe, sem eles deixamos de ser quem somos. ENORME, FRATERNO, ABRAÇO DO TEU
PAI