Prosas vadias

Da ilha

Um dia levantei-me e parti,


aportei à cidade-mar.


onde é mar todos os dias


da janela enorme, vento irreal e o areal misturam-se hoje num só


como num postal


enquanto a avenida discorre lá em baixo


ao som do carro que passa, da criança que palra


os andorinhões tem voltado sempre ao fim do dia e cruzam os beirais em voo artistico


as pequenas rolas pousam no poste frente da casa


o sol sai pela linha do horizonte


hoje as ondas são brancas.


gaivotas pousadas nas areias


a bandeira flutua, na Torre, com o vento do norte, 


um dia quando for ainda mais pequeno construo um barco em lata


para ir ao teu encontro.


escadinhas.JPG


 


 

0