Perante o que observo no interior do rectângulo, arrogo o direito à indignação consignado por parte de Mário Soares, então Presidente da República e assumida força de bloqueio de um Cavaquismo em segundo mandato decadente e cada vez mais fechado sobre si mesmo,que agora arrumado está na última das gavetas. A gaveta do esquecimento. Mas a diferença está na educação, na base, um fora professor universitário. Mundo de sapiência, personalidade centralista, sem dúvida, fascista, sem dúvida, criador de um sistema, como reverenciava, o insuspeito e MAGNIFICO António José Saraiva, quando assim escrevia: "artificial que consistia em suspender as instituições, de modo a poder realizar-se sem intermediários e sem obstáculos o projecto de um homem inteligente" na obra Os Filhos de Saturno. A tentativa redutora de colar um homem a outro, não deixa de ser interessante, agora que corre por aí a descoberta da necessidade de um novo ditador. A igualdade só se aparenta no notório autismo e afastamento da realidade de ambos. Só aí.
Direito à indignação
Publicado 09-10-2007
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