Prosas vadias

Entre entradas e saídas




 


Ao mar ninguém recusa a excelência da beleza, segredos que guarda, perigos e tragédias que esconde. O mar vive entre a beleza e a tragédia. Marinheiros ébrios, de prazer, por voltar a pisar terra, navios de muitos paraísos, ondas, cais e molhes e gaivotas. Entre trabalho, precários, e ganâncias. Em terra tudo se guarda, de tudo existe.  Mas a beleza do mar, essa, tudo desculpa e ofusca.


Entre as belas fotos do ALDEIA OLÍMPICA, parte do quotidiano junto do imenso mar, contraponho estas que os homens, por desrespeito por outros homens, descarregam no cais da nossa vida quotidiana.


Representaram a  descarga de vidro para reciclagem, sujo, conspurcado, de cheiro nauseabundo, dos mais diversos tipos de embalagens que a sociedade de consumo produz, em frente, precisamente em frente, das instalações que são utilizadas para refeitório dos trabalhadores.


Para que não se volte a repetir.

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