
Uma forma de amar as cidades onde vivemos é conhecer-lhe a história. Este ciclo de conferências pode ajudar. Embora se ache que para cumprir esse sonho se devia avançar no tempo. No tempo cronológico, bem entendido. Cidade, cuja Faculdade de Letras nos legou alguns dos mais importantes estudiosos medievalistas nacionais, interdito que estiveram, até 1974, os estudos para além dessa meta cronológica. A riqueza deste trabalho, desse profícuo labor histórico, continua, como não poderia deixar de ser, e, a resposta a essa constante do trabalho do historiador, concretiza-se neste ciclo de conferências sobre a tão rica e sempre inesgotável Coimbra Medieval. Percorramos as marcas visíveis de romanos e árabes. As da Coimbra móçarabe de Dom Sesnando. A Judiaria da Rua do Corpo de Deus. Capital religiosa, de múltiplos e poderosos mosteiros, alguns entretanto abandonados e hoje pertença de particulares como S. Jorge de Milréu, lá, na outra margem, a esquerda do Mondego. A margem permanentemente abandonada. Para além do rio. Cidade muralhada, de múltiplas portas, em crescendo para além das muralhas, expandindo-se para fora da principal- a porta de Almedina. Em direcção à zona baixa. Origem da cidade dual, a parte baixa, a parte da alta. Cidade de mesteres e do estudo. Separadas, embora em permanente contacto e conflito. Um dédalo de pequenas ruas e vielas, regularmente inundadas pela águas do rio. São estas algumas das visualizações desta cidade que parece eternamente medieval. Em Coimbra nos dias 11, 12 e 13 de Outubro próximo. Bem vindos.
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