Prosas vadias

Figueira da Foz de antanho (como quem olha para trás e consegue ver o que para a frente se não vê)


 


 


"Como trazíamos dinheirinho fresco, eram quinze dias regaladíssimos! Ia-se para o melhor hotel, que era então o do Reis, à borda do rio, passavam-se os dias nos cafés, ia-se à caça ou à pesca uma vez por outra; namorava-se à grande, de dia e de noite; faziam-se burricadas monstros até Buarcos; lá vinha às vezes o seu piquenique; botava-se crónica em algum jornal(1)- e de manhã,na praia, era uma arruaça por entre aquelas  barracas!"


Coelho, Trindade, In Illo Tempore, Lisboa, Europa_América, (s.d.), p. 39.


(1) Lembro-me que a minha primeira crónica foi escrita na Figueira para o Diário Ilustrado...



Foto: Guia official dos caminhos de ferro de Portugal, Lisboa, prop. Mendonça e Costa & Amaral, exemplar de 1913, http://purl.pt/276


0