"Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto." . Pelo contrário, a vida de um homem, seja este qual for, numa sociedade de consumo, passa a valer muito mais depois de morto. Apesar de todas as polémicas, apesar de todas as reconstruções do mito, à esquerda ou à direita, ao centro, ao centro do centro, à direita da esquerda, na esquerda da direita, da esquerda do centro, da direita sem centro. Um homem, com o nome de Ernesto vale o que valeu. Dai a importância de se chamar Ernesto. A vida encerra-se no último suspiro. Guevara dedicou-a a ser Che. Daí que hoje valha mais como morto. Enterrado. Pelos vistos, não. Por quanto tempo?
Via João Tunes.
