Prosas vadias

Have a dream?

 


 



foto: Chicago Tribune


 


Disposto a arcar com a responsabilidade da escolha precoce, fui assitindo, nos últimos dois meses, à defenição das tendências, quer através de silêncios eloquentes, quer através de colagens, algumas pouco transparentes, muitas de última hora, feitas com convicção ou nem por isso. O que em Fevereiro parecia improvável, transformou-se numa corrente de crença em Novembro, entre os seguidores europeus das eleições norte-americanas. Umas prosas feitas a destempo colocaram um fim sobre o assunto. Existe quem não goste dos americanos e de tudo (ou quase tudo) o que provém do abjecto país capitalista. As vicissitudes que atravessaram a campanha norte-americana nunca fizeram esmorecer a convicção expressa. A preferência particular partira daquele inegável sentido de discurso que o então candidato trazia (e traz) a este mundo. A palavra é criadora. Preferência assente por isso no sentido da palavra, e não numa opção exclusivamente baseada no que se convenciounou ser, nos Estados Unidos, direita/esquerda. Foi o sentido das palavras e nunca pelo lado politíco que a preferência particular se tornou redundante. É agora chegado o momento de mover multidões. Coisa aparentemente só para heróis. O sentido do humano, no político Obama, pode ajudar a move-las, tornar possível o desejo das multidões depende do que as grilhetas do cargo permitirem. Talvez impeça um sonho, partilhado por milhões de americanos e não só.


 


Wassup 2008

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