Récem chegado às terras de Condeixa-a-Nova, cuja história mais recente regista em 1811 o saque e incêndio pelas tropas do General Massena. Mais uma a "ir pró maneta" aquando da passagem das tropas napoleónicas. Pouco, ou quase nada, ficou de pé na velha vila. Serve o prolegómeno, salvo esta minha anormal curiosidade por aracaísmos, para vos apresentar a descoberta de uma das mais surreais personalidades da terra que me acolheu. De seu nome João Antunes, popularmente conhecido pela alcunha de o "Padre Boi". Deixo-vos a informação recolhida na página web da Camâra Municipal sobre a personagem. Que, para além das restantes idiossincrasias da sua vida, ainda tinha tempo e disposição para se preocupar com a educação musical das classes populares. A perenidade da sua memória por estas terras é hoje mantida pelo Orfeon Dr. João Antunes. Eis assim uma das mais carismáticas figuras da minha nova terra. Sei de outras "estórias" que correm sobre o "Padre-Boi. Essas são próprias do sitío e das suas gentes. Coisas muito próprias. Para consumo interno. Para vossa instrução e comprazimento das vossas almas fica apenas a personagem de João Antunes, um homem do século XIX português, um século cheio de figuras ímpares, a marcar a nossa chegada às terras novas de Condeixa.
João Antunes (1863-1931)
Publicado 06-01-2008
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