Prosas vadias

mau, mau, maria


 


Era então um produto verdadeiramente revolucionário. Nem mesmo recorrendo ao arquivo caseiro consegui perceber donde, nem quando, surgiu este "papel velho". Embora não seja verdadeiro recolector de papéis, desta vez houve falha. Fica registado, para memória futura, pode aparecer alma caridosa que saiba a sua origem e resolva dizer-nos do que se trata. Deixo a prosa idílica e os usos aconselhados, entre eles a sua utilização em balcões de tabernas, que é prodígio de imaginação. Com tal mistura, todo o cuidado seria pouco. A linguagem utilizada pela empresa "Lixivia-Luza" era pueril, honesta e convenientemente dirigida às classes populares. Hoje, a lixivia de outrora, já quase que não se usa, sendo que se utilizam outros produtos, que branqueiam muito mais. Aliás a pretensão dos actuais é a de branquear tudo, onde a linguagem, dirigida às classes populares, só é utilizada em determinadas ocasiões. Mais próximo de Setembro/Outubro. Entretanto o recente Código dos Contratos Públicos prossegue a dita lixiviação. E deixa todos caladinhos, como convém.

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