Desculpe Caro João, pegar aqui na sua chamada de atenção de 18 de Setembro de 2007. É que para além deste dia ser marco importante na vida da minha pessoa, passou a ter dois. O exemplo de Edmundo Pedro, passou a ocupar esse lugar. Gostaria ainda de comparar o seu exemplo com o comportamento do seu companheiro (é assim que eles se tratam, bem entendido) em Washington. Exemplos demonstrativos de dois caminhos morais (se é que isso tem algum valor nestes dias que correm) e éticos propostos à sociedade portuguesa. Uns correm em prol de um conceito sobre o corpo, realçando a imagem que querem impregnar, inculcar no espírito, lutando pelos seus ideais, outros desprezam o corpo para erguer a memória, lutam igualmente pelos seus. Dois conceitos de vida, conceitos em si, antagónicos, que transversalmente atravessam a vida das gentes. São ambos exemplos. Um, virado para o exterior, outro, virado para o interior, local por excelência, onde se guardam as memórias não imagéticas, mas morais. Desculpem-me, mas continuo a preferir as morais. E não reduzam a atitude de Edmundo Pedro, à de um romântico, fora do tempo. Quem está fora do tempo são esses outros, aqueles que sabem que na política não sobrevivem os honestos, a ética e o humanismo. Mas praticam-na. Porque o homem vive de atitudes, onde umas valem mais que outras. Umas perduram, outras correm de encontro à indiferença.
Memória
Publicado 19-09-2007
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