
Na realidade, embora a realidade de que falo seja torrencial, hoje, por mero acaso venho aqui, comemorar os quatro anos do Prosas Vadias. Não irei escavacar o "fogo amigo" do Dr. Soares, sobre o seu companheiro candidato, assunto banal, já o havia feito a outro seu "compagnon de route", Salgado Zenha. Confesso que me fartei do Muro das Lamentações socráticas. Procissão em desuso, tal o desgaste da figura, embora a resistência. De uns e de outros. Dos passistas básicos no seu toca e foge... estratégia que, neste canto da Península Ibérica, irá fornecer os resultados esperados. Enxangue um partido, obrigue-se o outro a governar. A democracia desgasta-se, mas ninguém parece preocupado. Existem uns quantos, contudo. Também há muito se sabe que em Gaza a estratégia de Timor, pode resultar em mais um banho de sangue, no campo de concentração, em que a direita mais radical israelita transformou a Faixa de Gaza. Compreendo os israelitas, assim, como entendo os palestinianos. Odeiam-se. É uma questão quase bíblica.
Bem vistas as coisas, repousando o olhar reflexivo sobre estes últimos três anos, a minha vida sofreu diversos sobressaltos. Uns para trás, outros em frente. O tempo tem-se encarregado de lentamente ir solidificando algumas posições e opiniões que aqui vou registando. Outras bem pelo contrário, foram-se perdendo na aridez corrosiva da passagem desse mesmo tempo. O blogue, na medida do possível escrito, de forma solitária e arbitrária, não morreu. Sobrevive. Fez em Maio passado quatro anos que viu a luz do dia. Peço-lhe desculpa, por só hoje ter dado por tal. Mais quatro anos ou quatro anos depois...Andamos por ai, os dois, o blogue e eu, como diz um nosso velho conhecido. Este é pois o milésimo trigésimo sexto escrito aqui colocado. Como registaria qualquer copista medieval, no seu cólofon final, exijo, como recompensa do esforço, uma pequena licença sabática. Está a ser feita. Ao sabor da vadiagem, aqui muito habitual.
Carlos de Freitas Nunes, correitor da impressão