
Sobre a diferença entre a denominada esquerda moderna e a denominada esquerda tradicional que corre desvairada por ai. Esta imagem do "Pires Alfaiate", na Nazaré, atesta uma determinada realidade entre tradição e modernidade. Quando alguém surge a definir-se como moderno e progressista há que ter cuidado. Algum cuidado na escolha de conceitos. O conceito de progresso, a que muitos associam o adjectivo de moderno, encerra em si diversas contradições. O interior do progresso encerra em si o retrocesso. Por momentos recordei Tempos Modernos de Chaplin. No entanto a própria historia comprova o facto. A valorização do retorno á Antiguidade Clássica, fazia do homem do Renascimento um modelo da modernidade. Ou seja procuraram na tradição o conceito de modernidade.
Perante o modelo de comparação agora proposto, os modernos assumem-se contra um determinado passado, e acabam por me transformar num conservador. Pensando nos retrocessos que o progresso encerra em si, realmente prefiro conservar. Em certos aspectos aconselho vivamente a conservação. Não sei porquê, espero que não tenham deitado o "Pires Alfaiate" abaixo. É que os modernos não descansam enquanto não encontrarem um passado, que sirva os seus desígnios. Até lá, deitam tudo ao chão. Eu, no caso específico do "Pires" na Nazaré porfio em conserva-lo! Ou, será que já o deitaram abaixo?