O puzzle do economês vai de vento em popa. O partido governamentalista refugia-se nos mais desprotegidos, nos mais pobres, mas as conversas são como as cerejas, atiram-lhes à cara o relatório, que só diz respeito ao ano de 2004, dizem eles, como se tudo não continue na mesma desde lá para cá. Os argumentos da matraca falante e "premier-ministre" parecem retirados dessa cassete riscada (quando acossados, por norma, acabam todos a engolir a cassete do futuro, do oásis, do discurso optimista para obstar o miserabilismo congénito dos portugueses, esses coitados, calvinistas, etc, eu sei lá pá), dessa dita esquerda moderna, modernista, defensora do Estado social contra uma direita que pretende destruir o peso do Estado. Coitados, não me apercebi da bondade prosaica do partido governamentalista para com os deserdados, com a sua falsa pretensão de manter o ESTADO, quando precisa deles, como do pão para a boca, para justificar as esmolas que parece querer distribuir entre eles. Disfarçam uma estafada (e eleitoralista) fórmula com a pomposidade das designações (Rendimento Social Garantido). Sim, sei muito bem, sim ,foi em 1996. Agora em 2008 como é que lhe chamam? E ainda existem desfavorecidos. Não acredito. Tanto latim gasto e estes tipos ainda existem. Não pode ser. Meus caros conterrâneos, acreditem, são esmolas, o que vos distribuímos com o orçamento. Observai o que distribuímos com os fundos de Bruxelas e a quem, de seguida observem o que é que os pobres, vós, os que o sistema designa como os mais carenciados, os que devem (deviam) ser protegidos, conseguiram deles. Ensinaram-vos a pescar? Deram-vos uma cana? A politica da esquerda moderna preocupa-se com os mais pobres, com os carenciados, tem preocupações sociais. Afinal de contas eles é que são a esquerda com futuro. Afinal porque criticam esta esquerda moderna, tão benévola com os principais valores dos mais carenciados, ou seja mais telemóveis, por metro quadrado, mais lcd's e cartões de crédito, mais futebol, mais campo aberto ás crendices. Ontem, não choveu durante a procissão. Milagre. Incontestável. Se estava a chover e deixou de chover. Não é? Foi isso que vos distribuíram. Palermices e Economia, Pás. A consciência hipócrita do Estado revela-se em pequenos pormenores. Tal como quererem que andemos todos de bicicleta, como fazer para fazer chegar até vós o petróleo. Passará a vir de bicicleta, meus caros. Os transportes públicos passam a efectuar-se de bicicleta. Pergunta-se. Não. Então. Congela-se o preço das assinaturas mensais. Pois. Se não conseguirem ler, comprem uns óculos. A segurança social paga-vos! Ou, já não.
(#) Ouvia-se, em som de fundo, o "Beat da Beata" de Ana Carolina e seu Jorge (ao vivo). Numa revendedora de cd's perto de si.