Prosas vadias

O Pseudo-Verde

Agora deram em enviar mensagens ecológicas (segundo parece) a embrulhar os muito usados pacotinhos de açúcar. São FRASES VERDES que embrulham séculos de escravatura!

São pacotinhos inocentes que tentam enganar. Um deles, hoje, calhou-me assim:

Donde estou a tomar o meu café matinal, vejo apenas prédios, edifícios de betão rectangulares nas suas formas pseudo modernas de arquitectura, possuidores de minúsculas janelas preservando privacidades. Ao ler reparo que nenhum deles possui o célebre ESTENDAL PARA A ROUPA, que o inocente pacote de açúcar pede para colocar a roupa a secar...ao sol! Fica mal nos prédios das nossas cidades ver estendais da roupa a debruar os prédios. Onde irão estes urbanos-depressivos estender a sua roupa, a não ser na máquina de secar? Pensei comigo que empresa que imprime as FRASES VERDES nos seus pacotinhos de açúcar poderia sugerir os seus vastos quintais em Campo Maior, para realizarmos esse acto ecológico de colocar-mos a roupa a secar ao sol, num belo estendal de roupa!


Do avesso, o mesmo pacotito, avançava com mais um alerta, este do tipo Al Gore, que rezava assim:


Assim sendo meus caros Senhores construtores de FRASES COM SABOR A ALFACE a partir de hoje deixarei de beber café! Para deixar de consumir água! Prefiro deixar de beber café a deixar que vocês me impinjam frases PSEUDO VERDES se não se importarem! Como já não usava açúcar no café, agora deixo de o beber. Ficamos quites e a vidinha continua.

Muito Obrigado e passem bem!

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