Prosas vadias

Ocasionalmente sobre a 3ª Via

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 A fé no mercado, nas empresas privadas e nos partidos siameses, rotativistas, começa  a esgotar-se. Como parece que está a acontecer aqui . 

Por cá, subtraindo o atraso com que a contextura nos atinge, será possível ler o imediato futuro. Não escrevi prever, escrevi ler. Por muito que, muitos, possam referir o desgaste do exercício do poder na democracia, dado igualmente o desgaste desta fórmula justificativa, de forma a tornar estes ocasos previsíveis, uma das  primícias da democracia moderna deve começar a entrar no discurso político quotidiano de forma mais empenhada: a vontade das massas. O que não significa necessariamente o acesso ao poder do populismo, da xenofobia ou do autoritarismo, como aconteceu, de certo modo, recentemente em Itália. A seguir por ai espera-nos o fim da concepção de democracia tal como a concebemos, até hoje. É urgente seguir outros caminhos. Por cá convém fugir a damas de ferro e a embriões de autoritarismo, assentes e justificados em maiorias eleitorais.

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