Prosas vadias

Paa a História do marialvismo feminista?


 


Passava hoje pela estrada nacional nº 347, sim essa, presumindo que se perguntem, mas onde raio fica esta estrada? Bem é "la mia strada ". Aquela que percorro entre dois pontos, que se fincaram e estabeleceram no meu quotidiano. Atravessa várias aldeias com nomes assim; Sebal, Figueiró do Campo, Belide, Casével, etc., etc. Terras e gntes muito conhecidas. Diria O'Neill, perto de "um Portugal desconhecido que espera por si". Ora, neste Portugal, desconhecido, pendurado num poste de electricidade, um cartaz de plástico. Objectos da contemporaneidade provinciana que nos atravessa os dias... postes de electricidade e neles, pendurados, cartazes em plástico. Mas o que tinha de interessante este cartaz? Respondo: anunciava para esta noite, 8 de Março, um espectáculo de "striptease" masculino, numa dessas aldeias que a nacional 347 atravessa. Em letra gorda o alibi  da festa e motivo principal: a comemoração do Dia da Mulher. A possível, numa aldeia. Bem hajam Mulheres dessa aldeia. De todas as aldeias deste país que, deste modo, se associam à comemoração deste dia. E mais não direi. Para quê? Gosto da perspectiva que se tenta inculcar nas mulheres de amanhã. A questão do "homem-objecto " não é para aqui chamada. Se as mulheres se deixam transformar em objecto ou, se os homens, pretendam que estas apenas o sejam, são perspectivas que não pretendemos abordar. Absolutamente. O que me chamou a atenção foi a perspectiva libertadora da proposta. Vou ali e já venho.


 



Adenda:  a foto chegou via Brasil

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