Prosas vadias

Pi Ying*


 


    Por detrás das relações de informação existe um processo de alienação.


    A questão tibetana está a deixar os nervos em franja ás autoridades chinesas. Face às tentativas de infirmar a realidade, perceber até onde irá a China na tentativa de ocultar os futuros acontecimentos no Tibete é a questão crucial.


    O silêncio, mal gerido por parte dos governos europeus, o comprometimento de partidos políticos, sobretudo  aqueles que se mostram condescendentes ou apoiantes de um pseudo regime comunista, embatem na estupefacção da opinião pública face aos acontecimentos. Afinal passa-se alguma coisa no Tibete. Não se passa nada. Nem sei porque é que se dão ao trabalho de fazer referências aos acontecimentos. Se não se passa nada.


    A informação proveniente da China sobre os acontecimentos são um enxovalho à inteligência. Querem que acreditemos na bondade e candura do exército chinês. Querem. Mas não conseguem. Estamos perante o assassínio de um povo. E isso não conseguem esconder. A denúncia chinesa sobre a modificação dos acontecimentos por parte da imprensa e televisão  ocidentais são uma mera falácia. Se explicarem melhor o que aconteceu em 1989, talvez consigamos melhor entender o que se passa em 2008.




 *teatro de sombras chinês

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