Prosas vadias

Portugal continua a ser o país da União Europeia a quinze cujo fosso entre ricos e pobres é maior.


Eurostat raramente se engana. Ora não foi para isto, não é para isto, que existimos enquanto país. Desculpem, mas não.
Mas compreendemos ele há pobres e pobres, os que mais constrangem são os de espírito, que se forem pobres e pobres de espírito em simultâneo, daqueles que enchem Santuários, comícios em época de saldos, e enchem os pavilhões dos cantantes da moda, autocarros em direcção a Vigo e obrigam ainda a suportar uma maioria desconcertada e apopléctica. São esses que capeiam por ai, seguros de si e do futuro. Como se nada fosse com eles, como se eles de nada sejam culpados. E não são! Na realidade os culpados são os os outros, os que não enchem Santuários, comícios em época de saldos, pavilhões com o último cantante da moda e não se dirigem a Vigo em autocarros, os que são democráticamente obrigados a suportar uma maioria de invisuais e ternamente borregos, representantes dessa imensa maioria democrática e igualmente ensurdecedora que nos dirige.
Enfim a vulgata democrática que nos impigiram.
Vivamos. Como aqui diz e porque hoje é sexta-feira não levem a mal o desbafo.

0