São já velhos e gastos os argumentos do actual dirigente máximo do partido da governança, e se, alguém, com ele concordar é, tal coisa, do foro intimo de cada um. Ora então leiam :
"Cuida respeitar a divindade o ladrão que, ao roubar a igreja, não quis tocar no vaso sagrado em que no sacrário se guardam as partículas. Tem-se por caridoso e filantropo o salteador que deixou ao viajante com que pagar um dois dias na pousada mais próxima. Alegam perante o júri a bondade das suas entranhas os assassinos que não matam com crueza. Julgar-se-ia desonrada a testemunha falsa que não depusesse cumpridamente, segundo o ajuste. Não teria direito à remuneração."
A.A. Teixeira de Vasconcelos, O Prato de Arroz Doce, 1875.
É grande o país donde, de ontem, nos chegam frases que nos esclarecem o presente.
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