A transformação e evolução da cidade enquanto local de turismo, obrigará as actividades dedicadas á pesca a serem desviadas para a periferia urbana, senão completamente abandonadas.
A perca da identidade local, foi umas das características que o turismo acarretou consigo.
As queixas dos visitantes, a lenta terciarização da cidade e dos seus habitantes, enquanto pólo de atracção e de consumo turístico, provocará o posterior afastamento das anteriores ocupações da sua população para fora das áreas por excelência dedicadas ao turismo.
Tendência que afastará lentamente a cidade das actividades marítimas, colocando estas fora do alcance da vista dos turistas que a demandam, fazendo com que Figueira da Foz, se transforme num local incaracterístico e sem identidade cultural que o diferencie dos "Algarves".
Cidade intrinsecamente marítima, com a oferta mar e sol a entrar em agonia, é tempo da Figueira da Foz, redescobrir as suas artes e os seus pescadores, redescobrir o que a pode diferenciar enquanto comunidade e recriar um tipo de turismo que de novo redescubra o mar. A época e oferta de um turismo baseado em jogos de casino foi conjuntura que, embora possa parecer necessária, não demonstra capacidade para ultrapassar a crise instalada no sector turístico. Torna-se imperioso por isso redescobrir novas valências para o mar, enquanto fautor de desenvolvimento turístico e não só.
