Prosas vadias

Suspeito do costume


 


 


Esta fotografia da velha alta por demolir da minha mui nobre cidade serve ela mesmo de elemento de transmissão da memória já  desfocada ou  literalmente esquecida.


Traz consigo e a propósito, agora em tom mais sério que o habitual do que por aqui se tem vindo a praticar, o surgir do  "Caminhos da Memória". Dado o necessário afastamento da nascença da coisa em si e não tendo necessidade alguma deste arremedo de chamada de atenção, aqui deixo para minha própria memória  o nascimento de um blogue  cuja  temática se deve saudar na blogoesfera portuguesa. 


Adam Schaff, perguntava se os historiadores mentem, respondendo  que  " Isto pode produzir-se quando perseguem fins extracientíficos e vêem na história um instrumento de realização de necessidades práticas actuais. Numerosos são os casos deste tipo, mas apesar da sua importância social e política, este problema é teóricamente desinteressante. (...) Os historiadores não mentem, se bem que sustentem discursos diferentes, por vezes mesmos contraditórios. Este fenómeno é simplesmente o resultado da especificidade do conhecimento que tende sempre para a verdade absoluta mas realiza essa tendência no e pelo processo infinito da acumulação das verdades relativas."  Acrescento que a memória é o que resta depois de por ela passar o tempo do esquecimento.  Sou suspeito em causa amada. Por isso convém lembrar.

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