
Foto: Miguel Valle de Figueiredo
Há tempos fora Presidente da República, agora o Primeiro-Ministro, com pompa e cerimónia, ou mesmo sem estes requisitos, dirigiram-se ao país. Exigiram luzes e microfones sobre si. Algum deste país, o que ainda se preocupa, parou para escutar. O assunto era o mesmo ou em tudo quase semelhante: "escutas" telefónicas ou "mails" desviados. Segurança das comunicações privadas. Controlo sobre os média. A privacidade de um político começa onde? O que vieram ambos dizer? Ou esclarecer, se quiserem. Nada. Ou quase tudo. Absolutamente nada. Ou absolutamente quase tudo. Vivemos já num país onde apenas impera o tédio.